sábado, 8 de dezembro de 2007

Saiba o que foi cortar.
Talvez houvesse sim, mais esperança, antes do tempo ir ceifando. Mas olho quase bondosa essa festa. E há nessa quina em que me encontro a mais decantada das seduções.

Ponho-me interessada a ouvir-te. Mas ouço apenas aquilo que não quer dizer. Lá fora, depois do silêncio que entre-corta entra-e-corta as pequenas futilidades que te sustentam, tudo é abominável.
Me refugio fora da voz. Nem antes, nem depois do tempo. Mas em sua viagem.


algumas vezes quero matar. e Mato. Porque nem sempre esquecer abastece. Os sedentos de inacessível, eu e você, não ela, têm no sorriso desdenhoso esse anseio da morte, de incêndio, de saque, de arrancar e estilhaçar essas impressões fugidias, nascidas do olhar e do gesto calculado, as quais os camponeses chamam como amor.
Os caçadores de poesia São trágicos e épicos. Se apossam das fendas e bordas como Destino.

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