sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

a letra
viva?

a vida sufoca a letra.


Isso não parece tão vazio quando me ergo e vejo lá embaixo o furor com que a cidade se des-faz Aqui calor sufoca a letra, e o que sobra é tão menos e tão mais do que as ruínas que sustentam, indiferentes, esse pesadelo da decadência glamourosa. Por que se chega a um ponto em que a desgraça é tanta que já não há mais lágrimas, nem espaço para evasão. só há a vida, pulsante e intransponível.

Daqui,
do lugar que avisto: a escrita desapareceu. não como evento sinalizando a falta de algo que esteve aqui, um dia, e partiu.
mas como grito, que de tão alto, já não se escuta.


há de tudo, desmoronando.

porque a letra também sufoca a vida.

Um comentário:

luciano disse...

sabia que um dia eu voltaria por aqui. ainda te leio, aline.
sim, o nome d.
as vezes sinto e busco e vc está lá. sempre.
e meus cadernos são agora cadernosimpessoais.