domingo, 19 de outubro de 2008

Enquanto.

Como nomear isso?

buscar viver na suspensão dos instantes. viver? oscilar. Há dias em que tudo ao meu redor me parece negligente e grosseiro.

Há muitos dias assim, noites em que me arrombo internamente. Me assalto, e já não tenho nada. ou há. há essa carência, o que quer que ela seja. há uma carência de sensibilidade também, e sobretudo de inteligência. há, sobretudo, tantas nuvens e pouca chuva.

Onde reina agora essa pretensa calmaria, nada é tranquilo. nunca foi.

Em decorrência, surge essa aparente vontade de ficar ou de ir. para ou em casa.

basta agora saber o que se deixará suprimir, a casa ou vc, nessa ilusão doce de que algum dia tenham sido coisas distintas.
o que há é Isto: o nada.

............às vezes recebo um telefonema, a noite, e penso que mudaria tudo. espantar a tormenta.

eu abro emails 20 vezes ao dia em busca de uma surpresa.

Aquele que com zelo ardente procura saber e, aceso pelo desejo, persevera, pode-se dizer que não tenha amor? que ama, portanto? certamente não é possivel amar alo que não é conhecido. nem ama estas três sílabas, que já conhece. dir-se-á que ama nelas o saber que significam algo?


que estamos fazendo?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Gerencio esse aparato sangrento, como corpo que me hospeda, como promessa de finitude. Leio nessas entrelinhas o vazio que me afunda, em que me afundo, em que, sobretudo, afundo quem me cerca, a quem me tem amor. Afundando-me vejo os demais afundados, afundamentos, afundamentações. Lanço a todos cordas escorregadias, e fito nos olhares o tédio das fugas sem fim. Para onde vão, tão apressados? retomo meu vazio, meu copo,e cigarro, meu lugar à mesa, ao sol. Não há refúgio, nem garantias, já não há dialética, nem alegorias, projetos, contradições. transgressões? nem as futéis. Não sobrou o ceticismo para abrigar-nos. est'ética é coisa fashion.

Sobraram os empréstimos, as dívidas e os fantasmas.


Passa? Logo.
Então, !