domingo, 2 de dezembro de 2007

Estávamos quase esquecidos. Amontoados e escondidos entre pilhas de papéis e um resto de umidade. Puro mofo.

Estávamos, porém, quase esquecidos, porque de uma história sempre nasce um gêmeo, uma parte, um excesso que se intitula, num átimo de não sei o quê, a história, o original. Puro esquecimento, quase.

A história começou de uma outra que, por sua vez, não começou de nenhuma das duas anteriores, embora com elas formasse história. A minha lembrança.

Não posso dizer que há uma mensagem por aí. Nas garrafas não encontro as suas boas novas. Simplesmente me divertem. Um sorriso, assim.

As histórias são planas, infinitamente azuis: linhas de um segredo por vir, a quase lembrar que o esquecimento pode ser tão belo quanto as quase lembranças.

Decifre-me devagar, não mais tenho pressa.

Um comentário:

caderno de notas disse...

NOVOS
PAIDEUMA
elenco de autores culturmorfologicamente atuantes no momento histórico = evolução qualitativa da expressão poética e suas táticas:
POUND ­ método ideogrâmico
léxico de essências e medulas (definição precisa)
JOYCE ­ método de palimpsesto
atomização da linguagem (palavra-metáfora)
CUMMINGS ­ método de pulverização fonética
(sintaxe espacial axiada no fonema)
MALLARMÉ ­ método prismográfico (sintaxe espacial axiada nas
"subdivisões prismáticas da idéia")
e pq NÃO os FUTURISTAS? ­ "processo de luz total" contra
os DADAÍSTAS? ­ o blackout da história: ­
v a l i d a ç ã o
do contingente positivo desses "ismos" em função da expressão poética OBJETAL ou CONCRETA neotipografia,
"paroliberismo", imaginação sem fio,

simultaneísmo, sonorismo etc. etc.

etc. etc.