quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Não: devagar. Não diga nada, que há de me dizer?

Não durmo, e nem espero dormir.
Não fiz nada, bem sei, nem o farei.

Não basta abrir a janela. está menos explícito agora do que antes?As particularidades, múltiplas e incontáveis não deixam indícios assim reduzíveis a uma espécie de bom senso.

apetece-me a talha.

Não estou pensando em nada. Não quero as oferendas.

O resto é vida.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

a letra
viva?

a vida sufoca a letra.


Isso não parece tão vazio quando me ergo e vejo lá embaixo o furor com que a cidade se des-faz Aqui calor sufoca a letra, e o que sobra é tão menos e tão mais do que as ruínas que sustentam, indiferentes, esse pesadelo da decadência glamourosa. Por que se chega a um ponto em que a desgraça é tanta que já não há mais lágrimas, nem espaço para evasão. só há a vida, pulsante e intransponível.

Daqui,
do lugar que avisto: a escrita desapareceu. não como evento sinalizando a falta de algo que esteve aqui, um dia, e partiu.
mas como grito, que de tão alto, já não se escuta.


há de tudo, desmoronando.

porque a letra também sufoca a vida.