Saiba o que foi cortar.
Talvez houvesse sim, mais esperança, antes do tempo ir ceifando. Mas olho quase bondosa essa festa. E há nessa quina em que me encontro a mais decantada das seduções.
Ponho-me interessada a ouvir-te. Mas ouço apenas aquilo que não quer dizer. Lá fora, depois do silêncio que entre-corta entra-e-corta as pequenas futilidades que te sustentam, tudo é abominável.
Me refugio fora da voz. Nem antes, nem depois do tempo. Mas em sua viagem.
algumas vezes quero matar. e Mato. Porque nem sempre esquecer abastece. Os sedentos de inacessível, eu e você, não ela, têm no sorriso desdenhoso esse anseio da morte, de incêndio, de saque, de arrancar e estilhaçar essas impressões fugidias, nascidas do olhar e do gesto calculado, as quais os camponeses chamam como amor.
Os caçadores de poesia São trágicos e épicos. Se apossam das fendas e bordas como Destino.
sábado, 8 de dezembro de 2007
domingo, 2 de dezembro de 2007
Estávamos quase esquecidos. Amontoados e escondidos entre pilhas de papéis e um resto de umidade. Puro mofo.
Estávamos, porém, quase esquecidos, porque de uma história sempre nasce um gêmeo, uma parte, um excesso que se intitula, num átimo de não sei o quê, a história, o original. Puro esquecimento, quase.
A história começou de uma outra que, por sua vez, não começou de nenhuma das duas anteriores, embora com elas formasse história. A minha lembrança.
Não posso dizer que há uma mensagem por aí. Nas garrafas não encontro as suas boas novas. Simplesmente me divertem. Um sorriso, assim.
As histórias são planas, infinitamente azuis: linhas de um segredo por vir, a quase lembrar que o esquecimento pode ser tão belo quanto as quase lembranças.
Decifre-me devagar, não mais tenho pressa.
Estávamos, porém, quase esquecidos, porque de uma história sempre nasce um gêmeo, uma parte, um excesso que se intitula, num átimo de não sei o quê, a história, o original. Puro esquecimento, quase.
A história começou de uma outra que, por sua vez, não começou de nenhuma das duas anteriores, embora com elas formasse história. A minha lembrança.
Não posso dizer que há uma mensagem por aí. Nas garrafas não encontro as suas boas novas. Simplesmente me divertem. Um sorriso, assim.
As histórias são planas, infinitamente azuis: linhas de um segredo por vir, a quase lembrar que o esquecimento pode ser tão belo quanto as quase lembranças.
Decifre-me devagar, não mais tenho pressa.
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