Enquanto.
Como nomear isso?
buscar viver na suspensão dos instantes. viver? oscilar. Há dias em que tudo ao meu redor me parece negligente e grosseiro.
Há muitos dias assim, noites em que me arrombo internamente. Me assalto, e já não tenho nada. ou há. há essa carência, o que quer que ela seja. há uma carência de sensibilidade também, e sobretudo de inteligência. há, sobretudo, tantas nuvens e pouca chuva.
Onde reina agora essa pretensa calmaria, nada é tranquilo. nunca foi.
Em decorrência, surge essa aparente vontade de ficar ou de ir. para ou em casa.
basta agora saber o que se deixará suprimir, a casa ou vc, nessa ilusão doce de que algum dia tenham sido coisas distintas.
o que há é Isto: o nada.
............às vezes recebo um telefonema, a noite, e penso que mudaria tudo. espantar a tormenta.
eu abro emails 20 vezes ao dia em busca de uma surpresa.
Aquele que com zelo ardente procura saber e, aceso pelo desejo, persevera, pode-se dizer que não tenha amor? que ama, portanto? certamente não é possivel amar alo que não é conhecido. nem ama estas três sílabas, que já conhece. dir-se-á que ama nelas o saber que significam algo?
que estamos fazendo?
domingo, 19 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Gerencio esse aparato sangrento, como corpo que me hospeda, como promessa de finitude. Leio nessas entrelinhas o vazio que me afunda, em que me afundo, em que, sobretudo, afundo quem me cerca, a quem me tem amor. Afundando-me vejo os demais afundados, afundamentos, afundamentações. Lanço a todos cordas escorregadias, e fito nos olhares o tédio das fugas sem fim. Para onde vão, tão apressados? retomo meu vazio, meu copo,e cigarro, meu lugar à mesa, ao sol. Não há refúgio, nem garantias, já não há dialética, nem alegorias, projetos, contradições. transgressões? nem as futéis. Não sobrou o ceticismo para abrigar-nos. est'ética é coisa fashion.
Sobraram os empréstimos, as dívidas e os fantasmas.
Passa? Logo.
Então, !
Sobraram os empréstimos, as dívidas e os fantasmas.
Passa? Logo.
Então, !
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
ei. como nunca. nada. tanto. por hora. vazio vazio vazio: acalentado, ferido, deslocado, amado, traído. Feroz. Sedento. Voraz.
Verdadeiro. Partido. chorado,
como se nunca houvesse estado ali. Perdido. Sonhado...
ah, sim. Tão sonhado.
Quem ? o que? quando? onde?
traço.
o olho atravessa a fome infinita. o olho de que? meu? dele? da mãe? do pai, ausente? do protetor? de deus? experiência inaudita, maligna, total.
A poeira adentra tudo,
a falta adentra tudo,
já não falta, te desinventa. sua incredulidade, sua paz, seu cinismo tranquilo. desfigurados. Não há rito capaz de dar lugar a tal deformação. o que se segue, se segue, por uma descontinuidade- sincronia-expansão que só pode ser bela e terrível.
ciao.
Verdadeiro. Partido. chorado,
como se nunca houvesse estado ali. Perdido. Sonhado...
ah, sim. Tão sonhado.
Quem ? o que? quando? onde?
traço.
o olho atravessa a fome infinita. o olho de que? meu? dele? da mãe? do pai, ausente? do protetor? de deus? experiência inaudita, maligna, total.
A poeira adentra tudo,
a falta adentra tudo,
já não falta, te desinventa. sua incredulidade, sua paz, seu cinismo tranquilo. desfigurados. Não há rito capaz de dar lugar a tal deformação. o que se segue, se segue, por uma descontinuidade- sincronia-expansão que só pode ser bela e terrível.
ciao.
domingo, 10 de agosto de 2008
foi preciso retornar
AQUI
retornar para seguir, em outras linhas. porque a escrita habita-me, não pela prescrição e norma burocrática, mas pelo apego por apreço por medo por mim, seja lá o que for.
a norma prescritiva se esconde em lugares incríveis,
nos conselhos,
nos amores,
nas dores. A norma é fugir da solidão.
passo-a-passo caminhei com a norma. e com a solidão. talvez por isso seja assim, sem lugar pra fugir.
a decisão de compartilhar e convergir nunca chega a ser tomada. acontece. mas para seguir sozinho é preciso se precipitar
como chuva no sertão, chega de leve, rala, frágil, tola, e muda os tons. como sonho, ou noite.
Foi assim que sai do meu lugar, sem precisar sair de mim. as bordas deste lugar me abandonaram também, foi algo mútuo. hoje percebo. algo insurgia como dedicação a arte de ser, e tudo mais me causava profundo tédio.
foi assim que, desviando dos projetos, pude projetar-me para o entendimento das coisas simples.
agora, vou arrumar a casa.
AQUI
retornar para seguir, em outras linhas. porque a escrita habita-me, não pela prescrição e norma burocrática, mas pelo apego por apreço por medo por mim, seja lá o que for.
a norma prescritiva se esconde em lugares incríveis,
nos conselhos,
nos amores,
nas dores. A norma é fugir da solidão.
passo-a-passo caminhei com a norma. e com a solidão. talvez por isso seja assim, sem lugar pra fugir.
a decisão de compartilhar e convergir nunca chega a ser tomada. acontece. mas para seguir sozinho é preciso se precipitar
como chuva no sertão, chega de leve, rala, frágil, tola, e muda os tons. como sonho, ou noite.
Foi assim que sai do meu lugar, sem precisar sair de mim. as bordas deste lugar me abandonaram também, foi algo mútuo. hoje percebo. algo insurgia como dedicação a arte de ser, e tudo mais me causava profundo tédio.
foi assim que, desviando dos projetos, pude projetar-me para o entendimento das coisas simples.
agora, vou arrumar a casa.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
E daí, que se desdobre alguma coisa a partir disso. Alguma coisa, urgentemente. Acuso-me. A mediocridade está misturada com o éter. Coisa que sublima facilmente. Eteriza-se, sem no entanto provocar algo mais senão uma leve tonteira. Profundo mal estar este.
A facilidade está de mãos dadas com o ridículo e o egoísmo é a sua principal virtude. Por honra ao mérito eu saqueio o próximo banco, em busca da conta, corrente, a me ater. Vou à feira e procuro por vivas, uvas e maças, atrás de provas do paraíso incandescente. Não encontro nada. E não há nada para se colher ali além do óbvio:
E daí que exista um desassossego qualquer por aqui? Frívolo e fútil desassossego, de baixa profundidade, escondido numa máscara proveitosa de desenhar sorrisos. E afinal, rio de quê? NÃO DIGO NÃO. Não me valho da soberba e da ingrata tentativa de fazer ponto final em frase que nem sequer ameaçou rabiscar-se.
A facilidade está de mãos dadas com o ridículo e o egoísmo é a sua principal virtude. Por honra ao mérito eu saqueio o próximo banco, em busca da conta, corrente, a me ater. Vou à feira e procuro por vivas, uvas e maças, atrás de provas do paraíso incandescente. Não encontro nada. E não há nada para se colher ali além do óbvio:
luzes e dos frutos sombras e dos castanhos gostos.
E daí que exista um desassossego qualquer por aqui? Frívolo e fútil desassossego, de baixa profundidade, escondido numa máscara proveitosa de desenhar sorrisos. E afinal, rio de quê? NÃO DIGO NÃO. Não me valho da soberba e da ingrata tentativa de fazer ponto final em frase que nem sequer ameaçou rabiscar-se.
Assinar:
Postagens (Atom)
