Enquanto.
Como nomear isso?
buscar viver na suspensão dos instantes. viver? oscilar. Há dias em que tudo ao meu redor me parece negligente e grosseiro.
Há muitos dias assim, noites em que me arrombo internamente. Me assalto, e já não tenho nada. ou há. há essa carência, o que quer que ela seja. há uma carência de sensibilidade também, e sobretudo de inteligência. há, sobretudo, tantas nuvens e pouca chuva.
Onde reina agora essa pretensa calmaria, nada é tranquilo. nunca foi.
Em decorrência, surge essa aparente vontade de ficar ou de ir. para ou em casa.
basta agora saber o que se deixará suprimir, a casa ou vc, nessa ilusão doce de que algum dia tenham sido coisas distintas.
o que há é Isto: o nada.
............às vezes recebo um telefonema, a noite, e penso que mudaria tudo. espantar a tormenta.
eu abro emails 20 vezes ao dia em busca de uma surpresa.
Aquele que com zelo ardente procura saber e, aceso pelo desejo, persevera, pode-se dizer que não tenha amor? que ama, portanto? certamente não é possivel amar alo que não é conhecido. nem ama estas três sílabas, que já conhece. dir-se-á que ama nelas o saber que significam algo?
que estamos fazendo?
domingo, 19 de outubro de 2008
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2 comentários:
Em suas palavras, lemos que precisa da escrita. Certamente continua a escrever. Nem que seja somente para você, aline.
Volto aqui para lê-la, certamente.
somenteleitor@gmail.com
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