vaca ainda?
era tudo ainda uma conversa de bar. eu entrei há alguns anos. muitos sairam, foram para outros bares ou não voltam mais.
mas eu me tornei especialista
já conhecia o jogo, podia estar em todas as posições, tinha bons comparsas, pouco dinheiro, um apreço sem explicação pelo fútil e torpe.
ela chegou dizendo que vinha de muito longe. estrábica. de tanto se perder havia feito de si um labirinto. e não podia voltar.
outro tinha no olhar uma prótese de tristeza; um sorriso encantador, e uma desilusão que lhe servia de base.
a vaca veio e pôs-se ali.
depois vieram os outros. um lustre, o jarro, a pedra.
no fim da noite, lança os dados, o último motivo que se saca do bolso
para não voltar mais
não ter mais.
para não voltar mais
não ter mais.
no canto, a caixa tocava qualquer coisa,
DARKNESS ‘TIL DAWN
Chain smoking cigarettes
Enemies across the table
não era nada disso.
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